Blefaroplastia - Cirurgia Plástica de Pálpebras

Pálpebra é a estrutura formada por pele, músculo e tecido conjuntivo de sustentação . É responsável pela proteção externa ocular e ajuda na lubrificação dos olhos ao piscar. Para que a face de uma pessoa tenha uma boa aparência, um dos principais fatores é a simetria das fendas palpebrais.

Entretanto, tal simetria pode ser prejudicada por diversas patologias, dentre as quais destacamos a blefaroptose e a dermatocálase. Blefaroptose refere-se a patologia que modifica da aparência facial abaixando a margem palpebral superior (1) e dermatocálase é o excesso de pele na pálpebra superior, inferior, ou ambas (2). Tais patologias, além de prejudicarem a estética facial, podem causar incômodos ou até mesmo diminuir o campo de visão, atrapalhando o paciente em atividades diárias.

Socialmente, indivíduos com blefaroptose e dermatocálase podem ser vistos negativamente (3), por apresentar sinais de fadiga e envelhecimento.

Os objetivos do procedimento cirúrgico de blefaroplastia são a correção do funcionamento das pálpebras e a melhora da estética facial na região dos olhos. Em resumo, isso é feito através da eliminação de excesso de pele e gordura, correção anatômica dos músculos e alisamento na estrutura palpebral.

Quem pode realizar a blefaroplastia

A blefaroplastia pode ser realizada por oftalmologistas especializado em plástica ocular e cirurgiões plásticos.

Fatores de risco e complicações

Segundo a SBCP (4), a cirurgia requer maiores cuidados quando paciente apresentar: Doenças nos olhos tais como glaucoma, olho seco ou descolamento de retina; Distúrbios da tireóide, tal como a disfunção de Graves, e hipotireoidismo ou hipertireoidismo; e Doenças cardiovasculares, pressão alta ou demais problemas circulatórios ou diabetes.

Apesar de ser uma cirurgia com poucas dificuldades técnicas, a blefaroplastia também possui riscos, como qualquer outro procedimento cirúrgicos. Dentre os quais a remoção excessiva ou insuficiente da pele; hemorragia; ceratopatia de exposição; ressecção de glândula lacrimal; remoção excessiva de gordura, descontentamento do paciente (5), entre outros.

Para maiores esclarecimentos mais precisos não deixe de conversar com um médico apto.

Resultados pós-operatórios

Logos nos primeiros dias de recuperação após a cirurgia, são comuns alguns incômodos como inchaços e irritações. No entanto, os resultados começam a serem percebidos em poucas semanas, sendo possível a demora de alguns meses até que a cicatrização seja concluída por completo (4).

blefaroplastia

Conclusão

A blefaroplastia está se tornando cada vez mais popular, devido aos benefícios anatômicos e estéticos alcançados pelo procedimento. Normalmente o paciente não necessita de internação hospitalar, mas assim como toda cirurgia, há riscos e complicações que devem ser levados em consideração. Portanto, procure um médico habilitado para realização de tal procedimento.

Referências bibliográficas

1 - Cruz AAV, Sobreira CFR, Barreira AA. Blefaroptoses. In: Cruz AAV. editor. Blefaroptoses e retrações palpebrais. Rio de Janeiro: Cultura Médica; 1997. p.36-101.

2 - DeAngelis DD, Carter SR, Seiff SR. Dermatochalasis. Int Ophthalmol Clin. 2002;42(2):89-101. Review.

3 - Warwar RE, Bullock JD, Markert RJ, Marciniszyn SL, Bienenfeld DG. Social implications of blepharoptosis and dermatochalasis. Ophthal Plast Reconstr Surg. 2001;17(4):234-40.

4 – SBPCP - website da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Blefaroplastia, http://www2.cirurgiaplastica.org.br/cirurgias-e-procedimentos/face/blefaroplastia/, acessado em 23/09/15

5 - Silvana Schellini Artioli; Vanessa Grandi Valezi; Walberto Passos. Complicações da blefaroplastia superior. Rev. bras.oftalmol. vol.71 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2012.


Artigos indicados

X